" O amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente...", um famoso verso do poema de Camões que explica ou tenta explicar o que é o amor, mas este sentimento seria tão limitado assim? Será que não há um lado econômico em algo tão complexo? Sim, só parar para pensar. Já percebeu que uma mulher quando é chamada para sair, não gosta de dividir a conta e prefere que o homem PAGUE a conta sozinho, e quando isso não acontece o homem já adquire sem saber, o defeito de "mão fechada", "mão de vaca" e afins, esse detalhe pode fazer com que o amor não flua como gostariam. Entre namorados não é diferente, em todas as datas comemorativas devemos COMPRAR presentes, caso isso não ocorra, o que acontece? Vem logo o típico pensamento " será que ele(a) me AMA?", " Acho que ele(a) não se preocupa comigo", e por aí vai, noites em claro refletindo sobre o simples fato dele(dela) não ter pego o VERDINHO e COMPRADO algo "especial". Isso às vezes piora quando vai parar no ouvido de outras pessoas que começam a estimular o término do relacionamento.
Agora, não há situação pior quando um casamento sofre da triste RECESSÃO ( não pense que é a sexual ) é essa mesmo, a RECESSÃO FINANCEIRA ( um pouco redundante essa palavra financeira, mas é para dar ênfase ao meu argumento), essa malvada é pior do que bebida, briga, mulheres. Ela causa sim, separações,dores e divórcios porque ninguém quer passar a vida inteira com um pobretão(ona) do lado, já basta você neh?! E quando os filhos nascem, é pior ainda, um do casal chega para outro todo esculhambado do trabalho, e faz a horrível afirmação " o menino, precisa de tênis, o menino, precisa de caderno, o menino ..." e aquela pessoa, mesmo cansada prefere o trabalho, os amigos (as amigas) do que o parceiro expressando a falta de GRANA que o casal enfrenta. Mas o problema não é o filho é o SALÁRIO.
Todos esses exemplos que eu descrevi, infelizmente não é surpresa para ninguém, mas o que realmente seria agradável é que todos ou uma grande parcela conhecessem e soubessem histórias de casais que no primeiro encontro dividiram a conta ou a mulher pagou e saíram do local felizes e saltitantes, que um namoro foi bem sucedido mesmo sem trocas de presentes tão excessivas, e que principalmente um casamento até passou por recessões, mas que conseguiu se recuperar, ter filhos e serem felizes. Pena que tudo isso é muito raro, e que infelizmente ainda não tiramos essa característica do AMOR, quem sabe um dia conseguiremos deixá-lo da forma como Camões o descreveu, e descobrirmos a real essência desse sentimento.
Bruna Botelho
Uma reflexão atual e verdadeira. A autora tem sensibilidade e argumentou bem, quando defende sua posição sobre o assunto. Parabéns.
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